quinta-feira, 21 de junho de 2012

Nem ontem, nem amanhã.

Frequentemente dou por mim deprimida, presa a um ontem que já não volta e ansiosa com um amanhã que ainda não aconteceu.
Sempre com expectativas exageradas, com suspiros porque as coisas podiam ser diferentes, com comparações absurdas, porque o quintal do vizinho parece sempre mais verde que o nosso.
Estou doente e não sei o que tenho, o meu corpo está revoltado e já começou a manifestar-se com dores de cabeça, sono excessivo e menstruação que teima em não acabar. Será hormonal ou psicológico?
Tenho tanto o que fazer no trabalho e passo a vida a protelar, há dias não sabia o que queria agora já sei e não me movo presa sei lá bem a quê.
A amores que passaram e não foram tão belos assim, á vida que tinha antes de ser mãe mas que se reflectir não trocaria por cada gargalhada do I ou mesmo das birras em que só apetece dar-lhe uma palmada.
O R. não é perfeito, sempre a reclamar sempre com histórias que me deixam irritada, mas eu também não sou e quiçá extremamente injusta por esperar demasiado dele quando afinal é apenas humano e como todos nós com limitações.
Saudades da minha Coimbra, da minha República, dos meus amigos, das minhas noitadas e de Portugal que já não é o mesmo mas sempre com os mesmos probleminhas e que a provavelmente não consigo voltar.
Paranóia esta sensação de vazio com tanto o que me deveria preencher. . . Tenho um namorido, um filho, trabalho, pago as minhas contas, tenho um tecto e aspirações. Talvez seja a altura de deixar o passado onde está e recordá-lo como deve ser, esperar pacientemente pelo futuro e viver um dia de cada vez, pois custa estar sempre com um pé lá e outro cá…

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