Há um provérbio africano (não me perguntem o país) que diz que o local mais rico do mundo é o cemitério. Pois lá encontramos todos os sonhos não realizados, todas as vidas não vividas e todas as esperanças perdidas.
Não deixa de ter razão.... A cerca de duas semanas tomei uma decisão, estava cansada de recomeçar ir ao ginásio treinar uma semana direitinho e ficar duas com preguiça, enganar-me dizendo que escolhia que hidratos comer e quando comer mas ter os joelhos e tendões a queixar-se de excesso de peso.
Fiz uma avaliação física e nem tudo estava assim tão mau, mas continuo com uma idade metabólica de 51 anos, tenho 36, tenho músculo mas envolto em gordura e menos do que a quantidade mínima de água exigida. SPOOKY!
Resultado decidi fechar a boca, ser disciplinada e ir à luta... Objectivo, ter quando fizer 37 o meu corpo na melhor forma física possível, faltam 6 meses.... O que me espera ... muita determinação!
terça-feira, 25 de outubro de 2016
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Crónica no Jornal O País - Assaltos em Luanda
Do que gosto é de olhar para esta minha realidade e escrever, se são tudo desgraças? Claro que não mas estas coisas menos boas devem ser ditas e não atiradas como poeira para debaixo do tapete fingindo-se que não se vê...
http://opais.co.ao/assaltos-em-luanda/
http://opais.co.ao/assaltos-em-luanda/
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Sobre a vida II
Sexta à noite mulher que se considera resolvida após dia de trabalho e com filho com fim-de-semana no pai devia estar entusiasmada porque colegas convidam para copos, só que não...
Esta africana que vos escreve ficou até mais tarde porque tinha actividade cultural e pondera ir ao cinema sozinha pois as pessoas a quem convidou não podem.
Penso já ter dito que detesto fazer coisas sozinha, mas nasci só, e com o passar do tempo devo aprender que a minha própria companhia deve bastar se é fácil não não é, terei que desafiar-me e conseguir mudar porque tudo na vida muda e ainda bem que assim é. Porém a vontade é ter quem te acolhe e protege e que te assegura que no fim tudo ficará bem...
Vou ao cinema, nasci só devo aceitar que a minha companhia deve bastar-me.
Esta africana que vos escreve ficou até mais tarde porque tinha actividade cultural e pondera ir ao cinema sozinha pois as pessoas a quem convidou não podem.
Penso já ter dito que detesto fazer coisas sozinha, mas nasci só, e com o passar do tempo devo aprender que a minha própria companhia deve bastar se é fácil não não é, terei que desafiar-me e conseguir mudar porque tudo na vida muda e ainda bem que assim é. Porém a vontade é ter quem te acolhe e protege e que te assegura que no fim tudo ficará bem...
Vou ao cinema, nasci só devo aceitar que a minha companhia deve bastar-me.
A Ana!
A Ana é uma mãe de dois brasileira e divorciada, comecei a segui-la num dia em que procurava ideias para decoração e na altura ainda não tinha o segundo filho.
Adoro o seu blog, pelas dicas que dá mas por ser uma pessoa terra a terra e sincera li hoje este texto: http://www.acasaqueaminhavoqueria.com/escolas-precisamos-falar-sobre-os-pais/
E revi-me em tudo o que escreveu pois responsabilidade de educar e criar não é só da mãe e nós não devemos aceitar que determinados papeis nos sejam exclusivamente atribuídos.
Adoro o seu blog, pelas dicas que dá mas por ser uma pessoa terra a terra e sincera li hoje este texto: http://www.acasaqueaminhavoqueria.com/escolas-precisamos-falar-sobre-os-pais/
E revi-me em tudo o que escreveu pois responsabilidade de educar e criar não é só da mãe e nós não devemos aceitar que determinados papeis nos sejam exclusivamente atribuídos.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Sobre a vida
Já a algum tempo que me limito a publicar as crónicas que escrevo intermitentemente para o jornal e deixei de fazer deste espaço o meu momento de desabafo.
Não parei ainda para contar que estou separada de R. e que todos os medos em relação a I.R não se concretizaram graças a Deus.
Desde então a minha vida não tem sido diferente, o que mudou é que fisicamente R já não está mas deixou ainda tanta coisa que deve ser retirada para que finalmente possa fechar o ciclo.
Hoje a caminho do trabalho F. perguntava-me se não sentia saudades ou se o meu coração não palpitava quando o via e respondi que não, pois não se pode sentir saudade do que nunca se teve... dai a conversa saltou para a vida de um amigo, ou que pelo menos considerava um amigo, e foi com tristeza que me apercebi que as pessoas vivem vidas de mentira. Como é possível alguém ser constantemente traída mas ainda assim aceita continuar essa relação? Como é possível uma pessoa dizer que a outra é mentirosa , logo com uma deficiência de carácter, e dizer ai mas é meu e somos muito bem casados?
Que mundo é este em que preferimos viver fingindo do que aceitar as nossas limitações e fraquezas?
Até que ponto vale salvar relações doentes e moribundas por imposição social, por apego ou por medo da solidão?
Estou só mas inteira, não aceito fingir ser o que não sou e viver para o bem parecer, estou em paz e isso já é parte do processo para que me possa conhecer verdadeiramente e trilhar o meu caminho...
Não parei ainda para contar que estou separada de R. e que todos os medos em relação a I.R não se concretizaram graças a Deus.
Desde então a minha vida não tem sido diferente, o que mudou é que fisicamente R já não está mas deixou ainda tanta coisa que deve ser retirada para que finalmente possa fechar o ciclo.
Hoje a caminho do trabalho F. perguntava-me se não sentia saudades ou se o meu coração não palpitava quando o via e respondi que não, pois não se pode sentir saudade do que nunca se teve... dai a conversa saltou para a vida de um amigo, ou que pelo menos considerava um amigo, e foi com tristeza que me apercebi que as pessoas vivem vidas de mentira. Como é possível alguém ser constantemente traída mas ainda assim aceita continuar essa relação? Como é possível uma pessoa dizer que a outra é mentirosa , logo com uma deficiência de carácter, e dizer ai mas é meu e somos muito bem casados?
Que mundo é este em que preferimos viver fingindo do que aceitar as nossas limitações e fraquezas?
Até que ponto vale salvar relações doentes e moribundas por imposição social, por apego ou por medo da solidão?
Estou só mas inteira, não aceito fingir ser o que não sou e viver para o bem parecer, estou em paz e isso já é parte do processo para que me possa conhecer verdadeiramente e trilhar o meu caminho...
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