quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A 1º Crónica do Ano - A Oportunidade das Energias Renováveis

Quando começa um novo ano renova-se a esperança, as pessoas fazem planos, postam frases motivadoras nas redes sociais dizendo que uma nova porta se abre e que existem 365 novas oportunidades.
Contudo para nós ” pacatos cidadãos” o nosso livro de páginas em branco sofreu o que alguns consideram um revés, com o aumento do preço dos combustíveis tema sempre difícil e complicado pois “subida” de gasolina e gasóleo significa acréscimo do custo de vida. É a crise dizem alguns má planificação outros. Não é nosso intuito dizer quem tem razão queremos utilizar uma frase que nos parece apropriada: “Em tempos de crise, CRIE” e deverá ser esse o nosso grande desafio de 2016 enfrentarmos os tempos menos bons com inovação, criatividade e audácia.
Em jeito de sugestão, pois em períodos difíceis todas as ideias são válidas, que tal apostarmos nas Energias Renováveis?
As energias renováveis são fontes de energia provenientes de recursos naturais que se renovam de uma forma sustentável são disso exemplo a água da chuva, o vento, a biomassa, o sol, as ondas e o calor da terra. Estas fontes evitam que se importem combustíveis fósseis para gerar electricidade poupando dinheiro ao país e evitando a poluição ambiental (emissão de gases estufa nocivos para o ar que respiramos).
Olhando para nós poderíamos apostar nas energias eólica, solar, geotérmica e das ondas.
As centrais eólicas instalam-se em locais onde a velocidade média anual do vento excede 6 m/s (metro por segundo) são dotadas de aerogeradores cujas pás rodam com a força do vento fazendo rodar o eixo do gerador, ou turbinas eólicas que produzem electricidade. Além das instalações em terra (onshore) as centrais eólicas também podem ser instaladas no mar (offshore) aproveitando o recurso presente em zonas marítimas e a grande área disponível.
A produção de electricidade usando o sol é possível através da utilização de painéis solares fotovoltaicos ou térmicos. No primeiro caso as células fotovoltaicas ao receberem os raios solares transformam-nos em electricidade já no segundo, usam-se espelhos que concentram a luz solar para aquecer um fluido, gerando vapor que faz rodar as pás de uma turbina, criando um movimento de rotação do eixo gerador que produz electricidade (ideia a reter se analisarmos a nova forma de construção dos edifícios….). O sol também pode ser usado para aquecer as águas domésticas ou de processos industriais evitando o uso de electricidade ou gás.
A energia geotérmica é a energia da terra que pode ser convertida em calor para aquecimento do ambiente ou da água.
A que se pode encontrar no mar é abundante contudo os equipamentos para a sua conversão em electricidade ainda se encontram em desenvolvimento.
Lá fora a energia eólica é amplamente utilizada na Europa, Ásia e Estados Unidos, parques de energia fotovoltaica são comuns na Alemanha, Portugal e Espanha, parques de energia solar térmica operam nos EUA (não precisamos de inventar a roda basta-nos adoptar as boas práticas já existentes…).

Sabemos que a implementação destes projectos leva tempo e que são dispendiosos mas pegando no mote de 2015, a diversificação da economia, diversifiquemos também a forma de acesso á energia… Se começarmos com projectos pequenos em áreas rurais iremos paulatinamente desenvolver o nosso país, criar postos de trabalho e dotar as empresas de outras opções de sustentabilidade energética.

Obvious - Não se acostume com o que lhe faz mal

http://obviousmag.org/pensando_nessa_gente_da_vida/2016/nao-se-acostume-com-o-que-lhe-faz-mal.html?utm_source=obvious+subscribers&utm_campaign=1431f2ecde-MAILCHIMP_DAILY_EMAIL_CAMPAIGN&utm_medium=email&utm_term=0_7d1f58ded8-1431f2ecde-213212965&goal=0_7d1f58ded8-1431f2ecde-213212965

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

E cá estamos...

Novo Ano mas a mesma ânsia de crescer de ir além de fazer mais e melhor de não ser só mais uma ...
Para mim o ano começa na altura do meu aniversário entretanto deixo-vos com IBEYI descoberta de hoje :D


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Crónica O País de 30/10

 “Kotas”


Comemorou-se no passado dia 1 o Dia Mundial do Idoso, em alusão à data a Academia BAI exibiu uma comédia francesa intitulada “ E Se Vivêssemos Todos Juntos” sobre um grupo de idosos que decide viver em comunidade.
O filme realizado em 2011 aborda a temática do envelhecimento e de como a sociedade os encara, colocando-os em lares de idosos, contratando pessoas para auxilia-los, dando-lhes atestados de impotência e fragilidade. Ao decidirem viver em conjunto fazem-no pela longa amizade que possuem de forma a não deixar desamparado quem sofre de Alzeihmer e tem uma esposa com uma doença em fase terminal ou um fotógrafo “assanhado” que após um AVC é encaminhado pelo filho para um lar de idosos contra a sua vontade.
Não queremos e nem devemos ser desmancha-prazeres por isso não contaremos o fim, este filme dá o mote aquilo que nos preocupa que é a forma como olhamos e tratamos os nossos mais velhos.
Longe vão os tempos em que ter avó e avô em casa era sinónimo de orgulho de mostrar que a família cuidava dos seus patriarcas por serem eles o testemunho da história das diversas gerações.
Quem nunca se deliciou com os lanches em tardes passadas em casa dos avós não sabe o que perdeu, as histórias do tio fulano que sempre tinha sido bangão desde a infância ou os castigos por se ter “assaltado” a mangueira são memórias que ficam e nos acompanham para sempre.
Segundo dados do Ministério da Assistência e Reinserção Social são assistidos em todo o país 226.597 pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, sendo 123.761 do sexo feminino e 102.836 do sexo masculino.
Que situação preocupante… estamos a deixá-los desamparados afastando-os do convívio familiar. É verdade que os tempos mudam e com eles as prioridades mas será certo deixar em situação de risco quem ajudou a criar-nos? Quem nunca ouviu histórias de famílias que expulsaram os seus anciões por acreditarem que estes praticavam feitiçaria (mas volta e meia os mais novos como se de uma esquizofrenia colectiva se tratasse justificam determinados actos por consultas a quimbandas e feiticeiros).
Ao todo no nosso país existem dez lares de idosos distribuídos por onze províncias sendo que a província com um maior número de lares é a do Moxico. O Ministério afirma estar a desenvolver acções para defesa desta franja da população em risco, pois os cuidados de saúde para os mais velhos são grosseiramente negligenciados.
O Dia Internacional do Idoso foi instituído pela Organização das Nações Unidas em 1991, com vista a uma reflexão, protecção e promoção dos direitos das pessoas idosas.
Segundo dados da OMS( Organização Mundial de Saúde) até 2025 o número de idosos poderá chegar até a 12000 milhões.
Esquecemo-nos dos nossos costumes ancestrais? Já não valorizamos a experiência de vida? Nesta sociedade que se diz moderna e que vive intensamente existirá lugar para aquilo que é o nosso bem mais precioso? Convém não esquecer que o tempo vai passando e que os jovens de hoje serão os idosos de amanhã será que lidaremos bem com acções que nos infantilizam desvalorizam excluindo-nos da sociedade?
Deixamos à reflexão.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Casa Abandonada...

Oh triste sina a desta dona de casa, que deixa o seu espaço tão abandonado....
Fui de férias por 3 semanas e soube-me tão bem... Nada como a casa da mãe e o teu antigo quarto e os sabores das comidas que adoras e andar de transporte público e o melhor de tudo matar saudades das pessoas aquelas que enchem o coração de alegria e te fazem ficar a pé até ser quase de dia só "jogando conversa fora"
Foram umas boas férias, de reencontros e de afectos e não há nada mais importante do que as pessoas.
Voltei em Setembro de baterias carregadas e com vontade de fazer melhor e ser melhor, tenho estado a cumprir um dia de cada vez com dias melhores e outros de ensinamento.
O meu país esse não está assim tão bem, desde prisões que já vão para tribunal, dolár que está tipo ouro e candongueiros que hoje mesmo decidiram fazer greve e pôr muitos de nós ( a maioria) a andar a pé com direito a colegas a partirem vidros dos outros que queriam trabalhar ou a fazer parar para tirar as pessoas...
Esta Angola quase a comemorar 40 anos de independência está a ficar cansada de tanto descaso e quem sabe o povo aquele que mais ordena perceba que governos democraticamente eleitos devem cumprir e não prevaricar....
Espero que seja um até já com este post de regresso.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A Mulher Africana e o Empoderamento - Crónica O País

Comemorou-se no passado dia 31 de Julho o Dia da Mulher Africana, instituído em 1962 na Conferência das Mulheres Africanas, em alusão à data fui convidada a proferir algumas palavras sobre o Futuro da Mulher Angolana na Banca e acabei por direcionar a apresentação para o futuro da mulher africana enquanto profissional.
A História diz-nos que é com a Revolução Industrial e posteriormente as duas Grandes Guerras que as mulheres começam a ser tidas em conta no mercado de trabalho pois até então estavam-lhe reservados os papéis de esposa, mãe e dona da casa.
Este incremento de mais um papel levou-as a ajudar no rendimento familiar, apesar de ganharem menos do que os homens, e a terem consciência do seu valor e capacidade.
Hoje em dia as mulheres exercem cargos de liderança em grandes instituições não descurando os seus outros papéis fora da vida profissional, porém há ainda um caminho a percorrer.
Empoderamento ou na sua versão anglófona Empowerment significa: Mecanismo em que pessoas, organizações e comunidades assumem o controlo dos assuntos e destino da sua vida tendo consciência das suas habilidades e competências para produzir criar e gerir
A mulher africana poderá analisar o empoderamento como algo que a ajudará a escalar a ascensão profissional, pois somos muitas no ensino universitário, nos locais de trabalho e temos um bichinho de empreendedorismo, contudo são raras as que sobem aos lugares de topo, auferindo de forma igual ou superior aos homens.
A.V Steil afirma no seu artigo “Organizações, género e posição hierárquica – compreendendo o fenómeno do tecto de vidro” que o tecto de vidro é uma representação simbólica de uma barreira que de tão subtil, é transparente, mas suficientemente forte para impossibilitar a ascensão de mulheres aos postos mais altos da hierarquia organizacional.
E como evitamos os tectos de vidro? Com programas que visam a equidade, mas acima de tudo através da formação.
No Brasil foi criado um programa de Pró – Equidade do Género que tem como objectivo promover a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no mercado de trabalho desenvolvendo concepções e procedimentos na gestão das pessoas e na cultura organizacional. Este projecto é uma iniciativa da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República com parceria do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher e da Organização Internacional do Trabalho, provando que empoderamento feminino é algo a ser levado em conta.
As africanas devem quebrar os estereótipos em que se atribuem essencialmente às mulheres a responsabilidade das tarefas domésticas e do cuidado com os filhos encontrando também uma forma de conciliar as exigências da maternidade com a profissão pois num mundo cada vez mais competitivo quem melhor preparado estiver vence.
Em 2005 no Fórum Económico Mundial foram avançadas as cinco dimensões importantes do empoderamento e oportunidades das mulheres levando em consideração os padrões de desigualdade entre homens e mulheres sendo estes:
·         Participação Económica
·         Oportunidades Económicas
·         Empoderamento político
·         Avanço Educacional
·         Saúde e Bem-Estar
O Avanço Educacional é o pré – requisito fundamental para o empoderamento das mulheres em todas as esferas da sociedade. Sem educação de qualidade e conteúdo comparável à recebida pelos homens as mulheres não conseguem acesso a empregos bem pagos no sector formal, nem avanços na carreira, participação e representação no governo criando influência política, isto é devemos investir ainda mais no que diz respeito às oportunidades de aumento de conhecimentos quer seja através de participação em Workshop’s, Conferências, Formações ou graduações superiores.
Temos orgulho enquanto africanas de todos os papéis que desempenhamos, pois somos o leme familiar, continuamos a acreditar na riqueza de famílias numerosas, não deixando de procriar em prol do trabalho como em outras partes do mundo, mas devemos ter consciência que a ascensão profissional implica um esforço adicional e uma boa preparação que nos abrirá portas influenciando de forma positiva as gerações vindouras.