segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Vera Xavier e as publicações sobre Tarot

Presumo que existam uns quantos blogger's que passam por isto. . .
Chego à minha sala, olho para a minha caixa de correio e vejo 4 comentários deixados pela taróloga Vera Xavier, acusando-me de apropriação indevida e desonestidade intelectual.
Fico confusa pois não percebo o porquê das acusações e vou ler os post's e respondo-lhe que nunca foi minha intenção apropriar-me do que quer que seja.
Ora o mais engraçado é que a senhora Vera Xavier deve ter feito alguma pesquisa identificou alguns post's e partiu do principio que estava a roubar o seu trabalho sem se dar ao trabalho de perceber do que trata este blog e que seria estranho publicar previsões só do signo Peixes (o meu signo).
Respondi-lhe e pedi para consultar a publicação de 13 de Fevereiro de 2013 onde digo a quem pertence o texto, mas achei por bem escrever isto pois por vezes tomamos decisões precipitadas sem olharmos para o cenário maior.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Karen Souza - Paris


Crónica O País 04/02/2016

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A RECOLHA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

A temática do ambiente foi abordada no decorrer do mês de Janeiro, com a Cimeira de Davos a nível internacional e a nível nacional com a semana promovida pelo Ministério do Ambiente.
Pareceu-nos correcto abordar a relação do desenvolvimento sustentável com a recolha de resíduos sólidos pois este é um mal que a nossa capital enfrenta, já se começando a verificar os efeitos nefastos com o surgimento de casos de febre-amarela.
O Relatório Brundtland de 1987 diz que desenvolvimento sustentável “é um desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades.” Este traduz-se nos desafios que colocam em parceria a administração e todos os outros sectores da sociedade, promovendo a qualidade de vida numa perspectiva integrada que engloba preocupações ambientais, sociais e económicas.
De lá para cá já se realizaram vários encontros internacionais apelando à implementação de medidas que salvaguardam o meio ambiente mas também o bem-estar das populações.
A Carta de Aalborg redigida em 1994, marca o início da Campanha das Cidades e Vilas Sustentáveis estabelecendo um conjunto de valores e estratégias para alcançar o Desenvolvimento Sustentável em áreas urbanas e define a necessidade de organizar uma campanha que aposte no apoio e divulgação de políticas incentivadoras da sustentabilidade.
Dez anos depois os Compromissos de Aalborg identificam 10 princípios que levam à sustentabilidade sendo estes:
1.       Governância
2.       Gestão local para a Sustentabilidade
3.       Bens Comuns Naturais
4.       Consumo Responsável e Opções de Estilo de Vida
5.       Planeamento e Desenho Urbano
6.       Melhor Mobilidade Menos Tráfego
7.       Acção Local para a Saúde
8.       Economia Local Dinâmica e Sustentável
9.       Equidade e Justiça Social
10.   Do Local para o Global
Como podemos verificar temos ainda muitos desafios pela frente, no que concerne aos pontos 2; 4; 5; 6; 7; 8 e 9 mas não podemos apenas reclamar temos também enquanto sociedade civil que desempenhar um papel mais activo.
Edilson Rosendo da Silva no seu artigo “A Gestão do Lixo e os Seus Reflexos na Construção de Cidades Sustentáveis” afirma que: a poluição causada pelos resíduos sólidos pode ter como consequência riscos graves para o meio ambiente e desenvolvimento sustentável, trazendo impactos socio ambientais tais como a degradação do solo, a contaminação de lençóis freáticos, a diminuição da água no planeta, a intensificação de enchentes, a poluição do ar atmosférico, a contaminação de alimentos, para além da proliferação de vectores de transmissão de doenças.”
Utilizando a gíria: “Parece-nos que alguns destes problemas nós já estamos com eles….”
A política de gestão de resíduos em outros continentes aposta inicialmente numa redução da sua produção, mas quando tal não é possível, reutiliza e valoriza os mesmos sendo a sua eliminação em aterro considerada em último lugar, por não ser muito adequada em termos ambientais.
Os resíduos poderão ter como destino a Reciclagem, Compostagem, Incineração ou Aterros Sanitários.
A Reciclagem consiste na produção de novos materiais a partir de materiais usados há que separa-los mediante a sua tipologia (papel, vidro, metal) colocando-os em ecopontos que são posteriormente levados para centros de triagem. A Compostagem é a utilização de matéria orgânica na produção de fertilizante natural (composto). Já a Incineração poderá levar à produção de energia eléctrica mas tendo sempre em atenção a libertação de gases (que podem ser nocivos).
Nos Aterros Sanitários acumulam-se os lixos provenientes da recolha indiferenciada e dos produtos da incineração. A infiltração de poluentes no solo é impedida pela impermeabilização e são evitadas doenças porque depois de uma camada de resíduos o aterro é coberto com outra de terra.
Será que em tempo de diversificação ter centrais de tratamento do lixo não poderá ser uma forma de gestão sustentável e prevenção de desigualdade social pois criar-se-ão postos de trabalho.
Poderão ser as Redes Sociais, tão em voga nos dias que correm, espaços de sensibilização para a promoção de actividades que visam um contributo do cidadão comum, como o rastilho de pólvora da selfie no lixo que queria sensibilizar as autoridades para a proliferação de detritos.
Consideramos ser de importância vital uma aposta mais forte na sensibilização e criação de unidades de separação do lixo, mas enquanto estes planos não são postos em marcha façamos a nossa parte dobrando as caixas de cartão, tendo o cuidado de não juntar pilhas e outros objectos electrónicos ao lixo doméstico e doando aquilo que se encontra em bom estado mas que já não usamos.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

quem semeia expectativas colhe desilusões

quem semeia expectativas colhe desilusões: Não semeie expectativas exageradas em relação aos caminhos que percorre, não acalente esperanças de que as pessoas serão gratas pelo que você faz por elas, não espere que o outro vá mudar, não nutra desejos de ser aceito por todos. Não espere muito de ninguém, a não ser de você mesmo.

Benjamim Clementine

Não sou muito de "mudismos" ouvi falar dele mas não fui logo a correr pesquisar no Youtube.
Deu-me para isso a semana passada em que estava meio desanimada e precisava de fazer um trabalho intelectualmente pouco estimulante.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A 1º Crónica do Ano - A Oportunidade das Energias Renováveis

Quando começa um novo ano renova-se a esperança, as pessoas fazem planos, postam frases motivadoras nas redes sociais dizendo que uma nova porta se abre e que existem 365 novas oportunidades.
Contudo para nós ” pacatos cidadãos” o nosso livro de páginas em branco sofreu o que alguns consideram um revés, com o aumento do preço dos combustíveis tema sempre difícil e complicado pois “subida” de gasolina e gasóleo significa acréscimo do custo de vida. É a crise dizem alguns má planificação outros. Não é nosso intuito dizer quem tem razão queremos utilizar uma frase que nos parece apropriada: “Em tempos de crise, CRIE” e deverá ser esse o nosso grande desafio de 2016 enfrentarmos os tempos menos bons com inovação, criatividade e audácia.
Em jeito de sugestão, pois em períodos difíceis todas as ideias são válidas, que tal apostarmos nas Energias Renováveis?
As energias renováveis são fontes de energia provenientes de recursos naturais que se renovam de uma forma sustentável são disso exemplo a água da chuva, o vento, a biomassa, o sol, as ondas e o calor da terra. Estas fontes evitam que se importem combustíveis fósseis para gerar electricidade poupando dinheiro ao país e evitando a poluição ambiental (emissão de gases estufa nocivos para o ar que respiramos).
Olhando para nós poderíamos apostar nas energias eólica, solar, geotérmica e das ondas.
As centrais eólicas instalam-se em locais onde a velocidade média anual do vento excede 6 m/s (metro por segundo) são dotadas de aerogeradores cujas pás rodam com a força do vento fazendo rodar o eixo do gerador, ou turbinas eólicas que produzem electricidade. Além das instalações em terra (onshore) as centrais eólicas também podem ser instaladas no mar (offshore) aproveitando o recurso presente em zonas marítimas e a grande área disponível.
A produção de electricidade usando o sol é possível através da utilização de painéis solares fotovoltaicos ou térmicos. No primeiro caso as células fotovoltaicas ao receberem os raios solares transformam-nos em electricidade já no segundo, usam-se espelhos que concentram a luz solar para aquecer um fluido, gerando vapor que faz rodar as pás de uma turbina, criando um movimento de rotação do eixo gerador que produz electricidade (ideia a reter se analisarmos a nova forma de construção dos edifícios….). O sol também pode ser usado para aquecer as águas domésticas ou de processos industriais evitando o uso de electricidade ou gás.
A energia geotérmica é a energia da terra que pode ser convertida em calor para aquecimento do ambiente ou da água.
A que se pode encontrar no mar é abundante contudo os equipamentos para a sua conversão em electricidade ainda se encontram em desenvolvimento.
Lá fora a energia eólica é amplamente utilizada na Europa, Ásia e Estados Unidos, parques de energia fotovoltaica são comuns na Alemanha, Portugal e Espanha, parques de energia solar térmica operam nos EUA (não precisamos de inventar a roda basta-nos adoptar as boas práticas já existentes…).

Sabemos que a implementação destes projectos leva tempo e que são dispendiosos mas pegando no mote de 2015, a diversificação da economia, diversifiquemos também a forma de acesso á energia… Se começarmos com projectos pequenos em áreas rurais iremos paulatinamente desenvolver o nosso país, criar postos de trabalho e dotar as empresas de outras opções de sustentabilidade energética.