Para mim o ano começa na altura do meu aniversário entretanto deixo-vos com IBEYI descoberta de hoje :D
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
E cá estamos...
Novo Ano mas a mesma ânsia de crescer de ir além de fazer mais e melhor de não ser só mais uma ...
Para mim o ano começa na altura do meu aniversário entretanto deixo-vos com IBEYI descoberta de hoje :D
Para mim o ano começa na altura do meu aniversário entretanto deixo-vos com IBEYI descoberta de hoje :D
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Crónica O País de 30/10
“Kotas”
Comemorou-se no passado dia 1 o Dia Mundial do Idoso, em alusão à data a Academia BAI exibiu uma comédia francesa intitulada “ E Se Vivêssemos Todos Juntos” sobre um grupo de idosos que decide viver em comunidade.
O filme realizado em 2011 aborda a temática do envelhecimento e de como a sociedade os encara, colocando-os em lares de idosos, contratando pessoas para auxilia-los, dando-lhes atestados de impotência e fragilidade. Ao decidirem viver em conjunto fazem-no pela longa amizade que possuem de forma a não deixar desamparado quem sofre de Alzeihmer e tem uma esposa com uma doença em fase terminal ou um fotógrafo “assanhado” que após um AVC é encaminhado pelo filho para um lar de idosos contra a sua vontade.
Não queremos e nem devemos ser desmancha-prazeres por isso não contaremos o fim, este filme dá o mote aquilo que nos preocupa que é a forma como olhamos e tratamos os nossos mais velhos.
Longe vão os tempos em que ter avó e avô em casa era sinónimo de orgulho de mostrar que a família cuidava dos seus patriarcas por serem eles o testemunho da história das diversas gerações.
Quem nunca se deliciou com os lanches em tardes passadas em casa dos avós não sabe o que perdeu, as histórias do tio fulano que sempre tinha sido bangão desde a infância ou os castigos por se ter “assaltado” a mangueira são memórias que ficam e nos acompanham para sempre.
Segundo dados do Ministério da Assistência e Reinserção Social são assistidos em todo o país 226.597 pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, sendo 123.761 do sexo feminino e 102.836 do sexo masculino.
Que situação preocupante… estamos a deixá-los desamparados afastando-os do convívio familiar. É verdade que os tempos mudam e com eles as prioridades mas será certo deixar em situação de risco quem ajudou a criar-nos? Quem nunca ouviu histórias de famílias que expulsaram os seus anciões por acreditarem que estes praticavam feitiçaria (mas volta e meia os mais novos como se de uma esquizofrenia colectiva se tratasse justificam determinados actos por consultas a quimbandas e feiticeiros).
Ao todo no nosso país existem dez lares de idosos distribuídos por onze províncias sendo que a província com um maior número de lares é a do Moxico. O Ministério afirma estar a desenvolver acções para defesa desta franja da população em risco, pois os cuidados de saúde para os mais velhos são grosseiramente negligenciados.
O Dia Internacional do Idoso foi instituído pela Organização das Nações Unidas em 1991, com vista a uma reflexão, protecção e promoção dos direitos das pessoas idosas.
Segundo dados da OMS( Organização Mundial de Saúde) até 2025 o número de idosos poderá chegar até a 12000 milhões.
Esquecemo-nos dos nossos costumes ancestrais? Já não valorizamos a experiência de vida? Nesta sociedade que se diz moderna e que vive intensamente existirá lugar para aquilo que é o nosso bem mais precioso? Convém não esquecer que o tempo vai passando e que os jovens de hoje serão os idosos de amanhã será que lidaremos bem com acções que nos infantilizam desvalorizam excluindo-nos da sociedade?
Deixamos à reflexão.
Comemorou-se no passado dia 1 o Dia Mundial do Idoso, em alusão à data a Academia BAI exibiu uma comédia francesa intitulada “ E Se Vivêssemos Todos Juntos” sobre um grupo de idosos que decide viver em comunidade.
O filme realizado em 2011 aborda a temática do envelhecimento e de como a sociedade os encara, colocando-os em lares de idosos, contratando pessoas para auxilia-los, dando-lhes atestados de impotência e fragilidade. Ao decidirem viver em conjunto fazem-no pela longa amizade que possuem de forma a não deixar desamparado quem sofre de Alzeihmer e tem uma esposa com uma doença em fase terminal ou um fotógrafo “assanhado” que após um AVC é encaminhado pelo filho para um lar de idosos contra a sua vontade.
Não queremos e nem devemos ser desmancha-prazeres por isso não contaremos o fim, este filme dá o mote aquilo que nos preocupa que é a forma como olhamos e tratamos os nossos mais velhos.
Longe vão os tempos em que ter avó e avô em casa era sinónimo de orgulho de mostrar que a família cuidava dos seus patriarcas por serem eles o testemunho da história das diversas gerações.
Quem nunca se deliciou com os lanches em tardes passadas em casa dos avós não sabe o que perdeu, as histórias do tio fulano que sempre tinha sido bangão desde a infância ou os castigos por se ter “assaltado” a mangueira são memórias que ficam e nos acompanham para sempre.
Segundo dados do Ministério da Assistência e Reinserção Social são assistidos em todo o país 226.597 pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, sendo 123.761 do sexo feminino e 102.836 do sexo masculino.
Que situação preocupante… estamos a deixá-los desamparados afastando-os do convívio familiar. É verdade que os tempos mudam e com eles as prioridades mas será certo deixar em situação de risco quem ajudou a criar-nos? Quem nunca ouviu histórias de famílias que expulsaram os seus anciões por acreditarem que estes praticavam feitiçaria (mas volta e meia os mais novos como se de uma esquizofrenia colectiva se tratasse justificam determinados actos por consultas a quimbandas e feiticeiros).
Ao todo no nosso país existem dez lares de idosos distribuídos por onze províncias sendo que a província com um maior número de lares é a do Moxico. O Ministério afirma estar a desenvolver acções para defesa desta franja da população em risco, pois os cuidados de saúde para os mais velhos são grosseiramente negligenciados.
O Dia Internacional do Idoso foi instituído pela Organização das Nações Unidas em 1991, com vista a uma reflexão, protecção e promoção dos direitos das pessoas idosas.
Segundo dados da OMS( Organização Mundial de Saúde) até 2025 o número de idosos poderá chegar até a 12000 milhões.
Esquecemo-nos dos nossos costumes ancestrais? Já não valorizamos a experiência de vida? Nesta sociedade que se diz moderna e que vive intensamente existirá lugar para aquilo que é o nosso bem mais precioso? Convém não esquecer que o tempo vai passando e que os jovens de hoje serão os idosos de amanhã será que lidaremos bem com acções que nos infantilizam desvalorizam excluindo-nos da sociedade?
Deixamos à reflexão.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Casa Abandonada...
Oh triste sina a desta dona de casa, que deixa o seu espaço tão abandonado....
Fui de férias por 3 semanas e soube-me tão bem... Nada como a casa da mãe e o teu antigo quarto e os sabores das comidas que adoras e andar de transporte público e o melhor de tudo matar saudades das pessoas aquelas que enchem o coração de alegria e te fazem ficar a pé até ser quase de dia só "jogando conversa fora"
Foram umas boas férias, de reencontros e de afectos e não há nada mais importante do que as pessoas.
Voltei em Setembro de baterias carregadas e com vontade de fazer melhor e ser melhor, tenho estado a cumprir um dia de cada vez com dias melhores e outros de ensinamento.
O meu país esse não está assim tão bem, desde prisões que já vão para tribunal, dolár que está tipo ouro e candongueiros que hoje mesmo decidiram fazer greve e pôr muitos de nós ( a maioria) a andar a pé com direito a colegas a partirem vidros dos outros que queriam trabalhar ou a fazer parar para tirar as pessoas...
Esta Angola quase a comemorar 40 anos de independência está a ficar cansada de tanto descaso e quem sabe o povo aquele que mais ordena perceba que governos democraticamente eleitos devem cumprir e não prevaricar....
Espero que seja um até já com este post de regresso.
Fui de férias por 3 semanas e soube-me tão bem... Nada como a casa da mãe e o teu antigo quarto e os sabores das comidas que adoras e andar de transporte público e o melhor de tudo matar saudades das pessoas aquelas que enchem o coração de alegria e te fazem ficar a pé até ser quase de dia só "jogando conversa fora"
Foram umas boas férias, de reencontros e de afectos e não há nada mais importante do que as pessoas.
Voltei em Setembro de baterias carregadas e com vontade de fazer melhor e ser melhor, tenho estado a cumprir um dia de cada vez com dias melhores e outros de ensinamento.
O meu país esse não está assim tão bem, desde prisões que já vão para tribunal, dolár que está tipo ouro e candongueiros que hoje mesmo decidiram fazer greve e pôr muitos de nós ( a maioria) a andar a pé com direito a colegas a partirem vidros dos outros que queriam trabalhar ou a fazer parar para tirar as pessoas...
Esta Angola quase a comemorar 40 anos de independência está a ficar cansada de tanto descaso e quem sabe o povo aquele que mais ordena perceba que governos democraticamente eleitos devem cumprir e não prevaricar....
Espero que seja um até já com este post de regresso.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
A Mulher Africana e o Empoderamento - Crónica O País
Comemorou-se no passado dia 31 de Julho o Dia da Mulher
Africana, instituído em 1962 na Conferência das Mulheres Africanas, em alusão à
data fui convidada a proferir algumas palavras sobre o Futuro da Mulher
Angolana na Banca e acabei por direcionar a apresentação para o futuro da
mulher africana enquanto profissional.
A História diz-nos que é com a Revolução Industrial e
posteriormente as duas Grandes Guerras que as mulheres começam a ser tidas em
conta no mercado de trabalho pois até então estavam-lhe reservados os papéis de
esposa, mãe e dona da casa.
Este incremento de mais um papel levou-as a ajudar no
rendimento familiar, apesar de ganharem menos do que os homens, e a terem
consciência do seu valor e capacidade.
Hoje em dia as mulheres exercem cargos de liderança em
grandes instituições não descurando os seus outros papéis fora da vida
profissional, porém há ainda um caminho a percorrer.
Empoderamento ou na sua versão anglófona Empowerment
significa: Mecanismo em que pessoas,
organizações e comunidades assumem o controlo dos assuntos e destino da sua
vida tendo consciência das suas habilidades e competências para produzir criar
e gerir
A mulher africana poderá analisar o empoderamento como algo
que a ajudará a escalar a ascensão profissional, pois somos muitas no ensino
universitário, nos locais de trabalho e temos um bichinho de empreendedorismo,
contudo são raras as que sobem aos lugares de topo, auferindo de forma igual ou
superior aos homens.
A.V Steil afirma no seu artigo “Organizações, género e posição hierárquica – compreendendo o fenómeno
do tecto de vidro” que o tecto de vidro é uma representação simbólica de
uma barreira que de tão subtil, é transparente, mas suficientemente forte para
impossibilitar a ascensão de mulheres aos postos mais altos da hierarquia
organizacional.
E como evitamos os tectos de vidro? Com programas que visam
a equidade, mas acima de tudo através da formação.
No Brasil foi criado um programa de Pró – Equidade do Género
que tem como objectivo promover a igualdade de oportunidades entre homens e
mulheres no mercado de trabalho desenvolvendo concepções e procedimentos na gestão
das pessoas e na cultura organizacional. Este projecto é uma iniciativa da
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
com parceria do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher e da
Organização Internacional do Trabalho, provando que empoderamento feminino é
algo a ser levado em conta.
As africanas devem quebrar os estereótipos em que se
atribuem essencialmente às mulheres a responsabilidade das tarefas domésticas e
do cuidado com os filhos encontrando também uma forma de conciliar as
exigências da maternidade com a profissão pois num mundo cada vez mais
competitivo quem melhor preparado estiver vence.
Em 2005 no Fórum Económico Mundial foram avançadas as cinco
dimensões importantes do empoderamento e oportunidades das mulheres levando em
consideração os padrões de desigualdade entre homens e mulheres sendo estes:
·
Participação Económica
·
Oportunidades Económicas
·
Empoderamento político
·
Avanço Educacional
·
Saúde e Bem-Estar
O Avanço Educacional é o pré – requisito fundamental para o
empoderamento das mulheres em todas as esferas da sociedade. Sem educação de
qualidade e conteúdo comparável à recebida pelos homens as mulheres não
conseguem acesso a empregos bem pagos no sector formal, nem avanços na
carreira, participação e representação no governo criando influência política, isto
é devemos investir ainda mais no que diz respeito às oportunidades de aumento
de conhecimentos quer seja através de participação em Workshop’s, Conferências,
Formações ou graduações superiores.
Temos orgulho enquanto africanas de todos os papéis que
desempenhamos, pois somos o leme familiar, continuamos a acreditar na riqueza
de famílias numerosas, não deixando de procriar em prol do trabalho como em
outras partes do mundo, mas devemos ter consciência que a ascensão profissional
implica um esforço adicional e uma boa preparação que nos abrirá portas
influenciando de forma positiva as gerações vindouras.
Os Loucos - Crónica O País
Quem circula pelas ruas da nossa capital não pode deixar de
notar o incremento de pessoas de ambos os sexos deambulando com ar maltrapilho.
Uns com roupas sujas e desgastadas, outros nus. Há até
programas de rádio em que os ouvintes ligam para dizer que “maluco X” ergeu uma
espécie de acampamento em paragem “Y” e lá o radialista faz um apelo às
autoridades, outros preocupados pela diminuição da temperatura ligam pois de
forma inesperada um adulto do sexo masculino tem pernoitado no campo desportivo
sem agasalho condigno.
São os loucos meus senhores, que por razões diversas
perderam a sanidade e preferem viver numa realidade paralela, comendo o que
encontram no lixo, lendo folhas soltas de jornais ou simplesmente ficando
prostrados em algum sítio olhando para o vazio.
Aflige-me notar que cada vez mais existem pessoas com
perturbações mentais nas ruas e nós simplesmente fingimos não ver, a não ser
que o dito cujo suba para uma estátua no Largo das Heroínas sem roupa, mas
nessa situação preocupamo-nos em “sacar” dos telemóveis fotografar ou filmar e
por a circular nas redes sociais.
Será que o nosso dia-a-dia cheio de percalços e incidentes
não fará algum de nós seguir tal caminho? Pois a falta de descanso, a má
alimentação e altos níveis de stress podem causar depressões ou até mesmo
colapsos nervosos.
Onde estão as instituições governamentais e a sociedade
civil que parecem indiferentes a um fenómeno que tem vindo a crescer.
Entre leituras descobri que existe uma diferença entre
demência e loucura pois demente é alguém que paulatinamente pode perder
capacidades cognitivas, a exemplo da doença de Alzeihmer, enquanto louco é quem
perde consciência de si no mundo fazendo coisas que fogem a razão.
Curioso que historicamente a forma como lidamos com a
loucura sempre foi uma espécie de negação ou afastamento. No Renascimento estes
indivíduos eram colocados em barcos e deixados à deriva em alto mar, no século
XVII-XVIII são criados os hospitais onde se aprisionam os loucos com o intuito
de os afastar da sociedade com medo de possíveis contágios e só a partir do
século XIX é que a loucura passa a ser vista como doença e estudada.
João Frayze-Pereira, no seu livro “O que é loucura?”, traz
dados de uma pesquisa que fez com os seus alunos de psicologia sobre o que é a
loucura.” A loucura é vista de diversas
formas: como perda da consciência-de-si-no-mundo, como uma doença, como um
distúrbio orgânico ou desequilíbrio emocional que levam a um desvio de comportamento,
como distúrbio emocional cuja origem é o desajustamento social do indivíduo,
como desvio comportamental em relação a uma norma socialmente sancionada, como
estado de alienação da realidade.”
Porém no campo psiquiátrico, internacionalmente, ainda há
muito o que pesquisar e entender já por cá muitos de nós sofremos de
preconceito pois isso de recorrer a um psicólogo ou psiquiatra “são coisas dos
estrangeiros” é pouco abonatório contar os nossos problemas a quem não nos
conhece e nada sabe da nossa vida e vamos andando procurando refúgio no álcool,
no tabaco, nas discotecas ou em drogas pois permitem-nos fugir daquilo que não
queremos enfrentar.
Há algum tempo atrás soube do caso de um jovem que sofreu um
esgotamento nervoso por excesso de trabalho foi levado primeiramente para um
hospital teve uma ligeira melhoria mas logo em seguida nova recaída os seus
familiares decidiram levá-lo para o Papá Kitoco pois os tratamentos
tradicionais resolveriam a situação, foi visitado por amigos, sujo, maltrapilho
acorrentado e não dizendo coisa com coisa…. Fez-me lembrar a forma como a
loucura era tratada nos séculos XVII-XVIII….
Preferimos fingir que não vemos o senhor que circula pela
zona da Rei Katyavala com muitas calças vestidas, a menina com a saia muito
curta e com as cuecas na cabeça, ou a “Mais Velha” que deambula com os panos
sujos e pede 10 kwanzas. A loucura está entre nós e mesmo que os escondamos ou
aprisionemos eles saem à rua mostrando que este é um problema que deve ser
resolvido.
Nós por cá...
Tenho andado ocupada no trabalho decidi deixar de sofrer bulling laboral e isso significa dedicar-me e esforçar-me mais.
Ainda não estou 100% mas conto lá chegar.
Ofereceram-me 2 livros do Robin Sharma e tenho andado a ler um deles à noite, durante o dia leio Jorge Bucay comecei a reler quando me deu o click anti bulling.
Sei que devo olhar mais por mim e querer mais do que a vida tem para me dar...
Ainda não estou 100% mas conto lá chegar.
Ofereceram-me 2 livros do Robin Sharma e tenho andado a ler um deles à noite, durante o dia leio Jorge Bucay comecei a reler quando me deu o click anti bulling.
Sei que devo olhar mais por mim e querer mais do que a vida tem para me dar...
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