Conheci-a pelo meu irmão lá nos inícios do seu percurso com Frank e foi adoração instantânea. O timbre da voz, as letras e a irreverência, como todos acompanhei a decadência e recebi Rehab como mais uma das obras de uma jovem com um dom mas que não sabia lidar com ele e por isso procurou fugir entrando no mundo das drogas que a acabaram por destruir.
Custa-me sempre ver coisas ligadas a Amy Winehouse não sei se conseguirei ver o documentário exibido pela primeira vez no sábado passado em Cannes, transtorna-me ver como por vezes somos capazes de nos destruir e sem força deixar-nos levar...
http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/queriam-que-ela-se-desintoxicasse-e-como-o-pai-achava-que-estava-tudo-bem-ela-disse-nao-nao-nao-1696015
terça-feira, 19 de maio de 2015
quinta-feira, 14 de maio de 2015
NÃO TENHA PRESSA. MAS TAMBÉM NÃO PERCA TEMPO COM QUEM NÃO TE QUER
Vivemos entremeados de recomeços. Mudamos de casa, de emprego, de cidade. Tem quem muda os amigos, o amor, os conceitos. Fazemos novas escolhas para juntar os pedaços, ou ajustar os ponteiros. Para respirar o ar menos poluído da hora do ‘rush’, e, também, mais leve de rancores. Há aqueles que mudam por necessidade, e, outros, por simples vontade.
Muitas vezes, mudamos do jeito que dá, e encaramos a nova morada ainda vazia. Faltam sofá, mesa e louça limpa. Faltam também certezas, mas levamos a coragem que carregamos no peito. Porque partimos em busca da felicidade.
No início, nos perdemos um pouco. É normal. Nem sempre a nova estrada é bem iluminada. Mas, mesmo ser saber direito como é o chão em que pisamos, sem pensar demais naquilo que nos impulsiona, seguimos em frente. É como retirar um pincel mágico de dentro do bolso e desenhar a luz que nos deslumbra pela vida.
Certa hora, um som de dar arrepios nos fez pensar em voltar atrás. É o barulho estridente da culpa, trazendo o peso carregado do medo de se arrepender. Pensamos nas pessoas que deixamos para trás, e na vida que um dia foi aquilo que sonhamos.
Lembramos que dizer adeus nos corta por dentro, e que as lágrimas nem sempre são suficientes para aliviar a dor. Tem dor que precisa doer até passar sozinha. Até compreendermos que para sermos felizes, infelizmente, algumas vezes decepcionamos alguém. E o contrário também ocorre, tem gente que nos magoa mesmo sem querer. Então, encontramos dentro de nós uma força invencível, e, com nossa gaita invisível, sopramos para longe a melancolia.
Damos risadas nas conversas à toa, ouvimos o barulho dos talheres novos ou velhos, mas diferentes. Sentimos o tique-taque mais calmo, mas atento. O mensageiro do vento nos traz boas novas: não há pressa para ser feliz, só não podemos perder nosso tempo.
Se percebermos que esse projeto não há como ser realizado, faremos novas escolhas. Se alguém que desejamos nos ignora, conheceremos novas pessoas. Nosso lema será não desitir de nós mesmos. Quem desiste, não aprende a sacodir o pó da canseira.
Conscientes de que, na vida, temos poucas certezas, aproveitamos a beleza da descoberta. Desembrulhamos nossas dúvidas e as deixamos livres para voar. Mesmo que a previsão do tempo seja imprevisível, se fará chuva ou sol, não importa. O que interessa é onde estamos, aqui e agora.
Só se acha quem se perde, e não adianta pegar atalhos. A felicidade é uma colcha de retalhos. Passado e futuro. Amor e dor. Alegria e tristeza. Todos se entrelaçam para dar forma e sentido às nossas pegadas. Caminhamos para onde quisermos, e levamos conosco a alma aquecida por essa colcha, dia após dia.
Olhamos para trás para seguirmos em frente. Saudade e esperança caminham juntas. É que já revolvemos nossos vulcões, encontramos algumas raposas e nos despedimos de nossas flores. Agora pegaremos carona com a nova migração de pássaros…
Voemos!
Rebeca Bedone - Revista Bula
sexta-feira, 8 de maio de 2015
The Boat People do Século XXI - Crónica O País de 16 de Maio
Era para ter saído mas parece que vou ter que o engordar, só são 1000 e tal caracteres e têm que ser pelo menos 3000, bom a ver se lhe mexo ou se me enamoro por outro tema qualquer ...
The Boat People foi o nome dado aos vietnamitas que durante
1978-1979 fugiam da sua terra em botes/barcos apinhados de gente para escapar à
guerra, tinham como países de destino a Malásia, Indonésia, Tailândia entre
outros e como acontece nos dias que correm enfrentavam tempestades, piratas e
os perigos de embarcações sobrelotadas.
Desde o ano 2000 já morreram no mar Mediterrâneo 22 mil
deslocados e refugiados, a Europa voltou a preocupar-se com a situação quando
sensivelmente há 3 semanas morreram 900 pessoas às portas de Itália.
As razões apontadas para esta fuga desenfreada em direcção
ao velho mundo são as guerras, perseguições a fome e condições de vida
precárias. Os líbios, sírios, somalis, etíopes entre outros pagam a traficantes
por uma viagem que poderá ter como destino a morte ou na melhor das hipóteses
uma breve estadia num campo de refugiados seguida de extradição, é que não são
muitos os estados membros da União Europeia a acolhê-los, em 2014 a Alemanha
concedeu vistos de asilo a 173 mil pessoas seguida da Suécia com 75 mil e da
Itália com 63 mil.
Na cimeira de emergência de 23 de Abril os estados membros
decidiram reforçar os apoios monetários para as instituições que patrulham as
águas fronteiriças europeias de forma a tentar mitigar o acesso marítimo ilegal,
a estratégia é destruir os barcos, quanto ao que fazer aos milhares de
refugiados … silêncio é que os países europeus cada vez mais velhinhos, com
economias em crise e jovens também emigrantes têm agora partidos políticos de
extrema-direita a crescer e que são contra a imigração.
No meio disto tudo inquieta-nos que as nossas instituições
africanas não se pronunciem que não se tente encontrar uma solução para este
êxodo, que o velho mundo continue a representar uma “espécie de el-dorado” e
que mais uma vez sejam os outros a decidir nosso destino.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Repressão Capilar - Jornal O País de 1 de Maio 2015
Entre indecisões escolho começar este pequeno texto com uma
das músicas do saudoso Teta Lando Negra de Carapinha Dura
"Negra de carapinha dura
Não estrague o teu cabelo, me jura
Faça tranças corridinhas
Com missangas a cair
Carrapitos pequenitos
Como aqueles que vovó fazia
Pra você
Você é africana
Tem beleza natural
Vai mostrar pra todo mundo
Que essa tua carapinha
É o acabamento de uma obra sem igual
Carapinha é o acabamento
De uma obra sem igual…”
Há algumas semanas surgiu um “zum zum” cibernético sobre
alguns colégios em Luanda que proibiram as suas alunas de usarem penteados
naturais, penteados naturais são todos aqueles feitos com o cabelo sem
utilização de produtos químicos, nos dias que correm são cada vez mais as
jovens e senhoras que optam por ter os seus cabelos naturais dando azo à sua
imaginação, de todos o mais conhecido e também o mais controverso é o chamado
Afro ou Fro pois o cabelo fica solto e quem o usa assim escolhe penteá-lo ou
não.
O que choca é que estabelecimentos de ensino coloquem regras
sobre a forma como os seus discentes devem usar o cabelo, que chamem a atenção às
alunas por “estarem despenteadas” e as proíbam de ir à escola….
Somos africanos e somos livres também, cabelos desfrisados
ou com tissagens são formas de alterar a verdadeira constituição do nosso
cabelo, nada contra quem opta por usá-las mas não seria caso de averiguar como
por vezes determinadas discentes usam cabelos sintéticos mais caros que vários
pacotes de fraldas?
Ironias à parte devemos aceitar a diferença e
fundamentalmente é isto que está em causa, pois esta proibição absurda de não
assistência às aulas por se estar com cabelo natural solto prejudica o
aprendizado e a própria auto-estima dos discentes.
Está a circular na rede social Facebook uma petição que se
pretende endereçar ao Ministério da Educação intitulada “Não à proibição de
“penteados afro” nas escolas de Angola”.
Como cantou Teta :
“Você é africana
Tem beleza natural
Vai mostrar pra todo mundo
Que essa tua carapinha
É o acabamento de uma obra sem igual”
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Cigano - Djavan
Se não fosse uma mulher de paixões, não seria eu :D
Resta-me aceitar que muitas das vezes tudo se desenrola como um turbilhão em mim e que levo algum tempo a digerir os sentimentos e sensações...
Talvez os meus olhos sempre tão expressivos digam aquilo que não consigo dizer nem fazer...
Entretanto fico com a música que fala o que nem sempre consigo expressar.
terça-feira, 28 de abril de 2015
Leituras - Abril
Abril foi tão pobrezinho em leituras...
Quase terminei Liderar sem Título do Robin Sharma, mas depois fiquei sem scribd e a coisa está difícil para pagamentos via net.
O que comecei e li até ao fim foi : Líderes que mudaram o mundo - Nelson Mandela
Lê-se rápido li-o em 3 noites se não estou em erro.
Os que andam por casa na minha mesinha de cabeceira:
O do escritório
Mestre Tamoda e Outros Contos de Uanhenga Xitu
Quase terminei Liderar sem Título do Robin Sharma, mas depois fiquei sem scribd e a coisa está difícil para pagamentos via net.
O que comecei e li até ao fim foi : Líderes que mudaram o mundo - Nelson Mandela
Lê-se rápido li-o em 3 noites se não estou em erro.
Os que andam por casa na minha mesinha de cabeceira:
O do escritório
Mestre Tamoda e Outros Contos de Uanhenga Xitu
O Sonho que comanda a vida...
Gostava de acordar a cada manhã motivada e disposta a travar grandes batalhas qual São Jorge montado num cavalo branco.
Gostava de poder ficar horas a ler em boa companhia aninhando-me até ser dia.
Gostava que o meu telefone não parasse de tocar convidando-me para jantar, almoçar, matabichar com gente de conversa solta e riso fácil.
Gostava de poder escolher um destino exótico e caminhar junto ao mar vendo o nascer ou o pôr-do-sol.
Gostava que me dedicassem uma música qualquer cheia de conteúdo que me remetesse para esta ou aquela situação no passado onde fui feliz.
Gostava tanto mas tanto de ter fé num Deus superior, num destino não cruel e no mundo que acaba por ser por vezes aterrador em virtude das escolhas que fazemos.
Gostava de voltar a ser criança e aprender que o sonho comanda a vida, que paixões não são 8 ou 80 e que acreditar em si e nos outros torna-nos melhores....
Gostava de poder ficar horas a ler em boa companhia aninhando-me até ser dia.
Gostava que o meu telefone não parasse de tocar convidando-me para jantar, almoçar, matabichar com gente de conversa solta e riso fácil.
Gostava de poder escolher um destino exótico e caminhar junto ao mar vendo o nascer ou o pôr-do-sol.
Gostava que me dedicassem uma música qualquer cheia de conteúdo que me remetesse para esta ou aquela situação no passado onde fui feliz.
Gostava tanto mas tanto de ter fé num Deus superior, num destino não cruel e no mundo que acaba por ser por vezes aterrador em virtude das escolhas que fazemos.
Gostava de voltar a ser criança e aprender que o sonho comanda a vida, que paixões não são 8 ou 80 e que acreditar em si e nos outros torna-nos melhores....
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